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Classificações de Bordeaux

Classificações de Bordeaux

04/04/2018

A classificação e rotulagem dos vinhos em Bordeaux é particularmente complexa, devido aos diversos sistemas existentes na região. Como várias outras regiões, o sistema de denominação de origem em Bordeaux parte de uma denominação genérica grande, que vai se dividindo em denominações de origem menores. Os vinhos tintos, brancos e rosés rotulados simplesmente como Bordeaux ou Bordeaux Supérieur podem ser de qualquer parte da região, e são geralmente vinhos econômicos e fáceis de beber. Acima deste nível, existem várias denominações de origem menores, algumas das quais têm os seus próprios sistemas de classificação específicos. Vamos focar em quatro áreas principais de Bordeaux: Médoc, Sauternes, Graves e Saint-Émilion.
O Médoc é a área ao norte da cidade de Bordeaux na margem esquerda do rio Gironde. Nesta área, existem duas grandes denominações de origem: Haut-Médoc e Médoc. Há também uma série de denominações de origem menores chamadas às vezes de comunas (como Saint-Estèphe, Pauillac, Saint-Julien e Margaux; todas unicamente para vinho tinto). Não existem denominações de origem menores utilizadas para diferenciar o nível de qualidade destes vinhos tintos. Por isso, dentro do Médoc surgiram dois sistemas de classificação, sendo ambos independentes do sistema de denominação de origem.
O primeiro deles é a classificação de 1855, ano no qual os comerciantes classificaram em 5 níveis de qualidade os melhores Châteaux. Nesta classificação, que sofreu poucas modificações e ainda dá origem a vinhos entre os mais caros do mundo, os produtores (Châteaux) são denominados de cru classé, e não são obrigados a colocar no rótulo o nível desta classificação (1 a 5) ao qual pertencem. Por exemplo, quando um produtor que coloca no rótulo os termos Margaux e Grand Cru Classé, isso quer dizer que as vinhas deste produtor ficam na denominação de origem Margaux, e que ele ganhou o estatuto de Cru Classé na classificação de 1855. Este produtor permaneceria como Cru Classé mesmo se comprasse ou vendesse parcelas de terras dentro da denominação de origem Margaux, pois a denominação de origem aplica-se às uvas, mas a classificação de 1855 aplica-se ao Château.
Os vinhos que não foram incluídos na classificação de 1855 podem candidatar-se ao estatuto de Cru Bourgeois, que é concedido a um vinho em particular, e não a um Château. A cada ano, o produtor tem que submeter os seus novos vinhos, e só os que foram aprovados serão classificados como Cru Bourgeois.
A denominação de origem Sauternes fica na margem esquerda do rio Garonne e é conhecida pelos seus vinhos brancos doces. Na classificação de 1855, estes vinhos também foram classificados em cinco níveis diferentes, além do Premier Cru Supérieur (conferido a apenas um produtor, o Château d’Yquem).
A denominação de origem Graves cobre a área ao sul da cidade de Bordeaux, na margem esquerda do rio Garonne. Para vinhos secos, há apenas uma sub-denominação de origem: Pessac-Léognan. Dentro de Graves, existe um sistema Cru Classé separado. Neste sistema, não existem níveis de qualidade, e os vinhos tintos e brancos foram classificados de forma independente. Por exemplo, um Château pode ter estatuto Cru Classé para os seus vinhos tintos, mas não para os seus brancos. Todos os Château Cru Classé de Graves estão dentro de Pessac-Léognan.
Por fim, Saint-Émilion fica a leste de Bordeaux, na margem direita do rio Dordogne. Aqui, o sistema de classificação está integrado no sistema de denominação de origem. Acima da denominação de origem Saint-Émilion, está a denominação de origem Saint-Émilion Grand Cru. Dentro desta denominação, os melhores Châteaux dividem-se em duas categorias: Saint-Émilion Grand Cru Classé (mais baixa) e Saint-Émilion Premier Grand Cru Classé (mais alta). Como fazem parte da denominação de origem, estas categorias sempre aparecem nos rótulos dos vinhos.

Fonte - Eno Cultura