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Legislação sobre os vinhos na Espanha

Legislação sobre os vinhos na Espanha

31/05/2018

Na Espanha, existem quatro termos tradicionais de rotulagem importantes que cobrem diferentes tipos de IGs. Um destes termos é classificado como IGP, e os outros três como DOP. Os vinhos provenientes de IGPs são normalmente rotulados com o termo tradicional Vino de la Tierra. As IGPs são regiões muito grandes, como por exemplo a IGP Vino de la Tierra de Castilla y Leon.
Logo depois na hierarquia vem o primeiro dos vinhos DOP: Denominación de Origen (DO). Quase todos os vinhos DOP pertencem a esta categoria. Acima de DO, vem Denominación de Origen Calificada (DOCa). As regiões que têm pelo menos 10 anos como DO podem candidatar-se a se tornar uma DOCa. Até agora, só duas regiões conseguiram este feito: Rioja e Priorat. O Priorat fica na Catalunha, onde o catalão é a língua oficial. Portanto, os vinhos do Priorat são rotulados com o termo catalão Denominació d’Origen Qualificada (DOQ).
Por último, existem os Vinos de Pago, termo que se aplica a propriedades vitivinícolas específicas e não regiões. As propriedades com uma elevada reputação podem se candidatar para esta categoria. Os vinhos rotulados como Vinos de Pago devem ser elaborados exclusivamente com uvas cultivadas na propriedade e tanto a vinificação como o envelhecimento devem ser feitos na propriedade.
Existem também quatro termos utilizados para definir as diferentes categorias de idade nos vinhos espanhóis: Joven, Crianza, Reserva e Gran Reserva. Embora estes termos sejam relativos ao tempo mínimo de envelhecimento a que um vinho foi submetido, também oferecem ao consumidor uma indicação aproximada do estilo de vinho que poderão encontrar.
Os vinhos de categoria Joven não precisam ser envelhecidos, portanto são geralmente jovens e frutados com aromas primários. Os vinhos tintos rotulados como Crianza devem ser envelhecidos por um mínimo de 24 meses, 6 dos quais deverão ser em madeira. Nestes vinhos, os aromas primários ainda serão importantes, mas também aparecerão alguns aromas tostados e de baunilha provenientes da madeira. Os vinhos Reserva e Gran Reserva são normalmente vinhos muito bons ou excelentes. Os vinhos tintos rotulados como Reserva devem ser envelhecidos por um mínimo de 36 meses, 12 dos quais deverão ser em madeira. Os vinhos Gran Reserva devem ser envelhecidos por um mínimo de 60 meses, 18 dos quais em madeira. Afim de obter o verdadeiro beneficio do envelhecimento prolongado, o produtor deverá usar uvas da melhor qualidade. As uvas de menor qualidade não têm a intensidade ou complexidade necessária para aguentar longos períodos de envelhecimento oxidativo e os aromas da madeira nova. Os vinhos Reserva têm aromas primários e secundários bem integrados, e poderão ter aromas terciários de chocolate preto e couro. Os Gran Reserva em geral só são produzidos nos melhores anos; são frequentemente vinhos muito complexos, com aromas terciários pronunciados de frutas secas e de cogumelos.
Estas indicações de idade também podem ser utilizadas para vinhos brancos e rosés, mas não são muito usadas quando comparados com os vinhos tintos. Os brancos e rosés Gran Reserva são muito raros. Os vinhos brancos e rosés rotulados como Crianza devem ser envelhecidos por um mínimo de 18 meses; para os Reserva, o tempo mínimo é de 24 meses e, para os Gran Reserva, 48 meses. Para todos os casos, o tempo mínimo em barril é de 6 meses. É importante lembrar que, em algumas regiões, a legislação local exige que seus vinhos sejam envelhecidos por mais tempo do que o mínimo exigido pela legislação nacional, como por exemplo e Rioja.

Fonte - Eno Cultura