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Legislação sobre vinhos doces de Tokaji

Legislação sobre vinhos doces de Tokaji

10/05/2018

Tokaji é uma DOP da Hungria, que fica na região de Tokai, e que produz toda uma gama de vinhos secos e doces, mas aqui focaremos apenas em vinhos doces. Tokaji goza de uma longa reputação pela produção de vinhos doces botritizados (uvas afetadas pela podridão nobre) de qualidade superior. A produção destes vinhos é possível graças à humidade gerada pelos muitos rios que passam pela região. Muitos produtores também elaboram vinhos doces de colheita tardia.
São três as castas utilizadas na produção dos vinhos doces de Tokaji. Geralmente estas se misturam. A Furmint é a casta mais plantada: é muito adequada para elaborar vinhos doces porque tem um nível naturalmente alto de acidez e é suscetível à podridão nobre; com a idade, os vinhos desenvolvem ricos aromas de frutos secos e mel. As outras duas castas são a Hárslevelü e a Sárga Muskotály (nome local para a Muscat). Ambas são importantes pelas qualidades aromáticas que trazem ao vinho final.
Os famosos vinhos botritizados de Tokaji são os vinhos Aszú (significa podre), que são produzidos de forma única. Primeiro, é produzido um vinho branco seco a partir de uvas sãs, que é um “vinho base”. Depois as uvas Aszú, muito afetadas pela podridão nobre, são separadas bago a bago. Estes bagos são depois postos a macerar com o vinho base, adicionando doçura e sabor. Tradicionalmente, os bagos Aszú eram esmagados e transformados numa pasta antes de serem adicionados ao vinho base seco. Porém, isto acostumava adicionar um certo amargor e por isso os bagos Aszú já não se esmagam: faz-se uma maceração suave para evitar este problema.
De acordo com as regras da DOP Tokaji, os vinhos Aszú devem ser envelhecidos em madeira de carvalho. O vinho final é doce, tem acidez alta e intensos aromas de casca de laranja, damasco e mel. O nível de doçura dependerá da quantidade de uvas Aszú utilizadas.
Os bagos Aszú podem ser utilizados de uma forma completamente diferente para elaborar um vinho muito doce e extremamente raro chamado Tokaji Eszencia. Neste caso, os bagos Aszú são esmagados de forma muito cuidadosa para libertar pequenas quantidades de um mosto flor extremamente doce. O mosto é tão doce que as leveduras têm dificuldade em fermentá-lo, e mesmo depois de vários anos de uma lenta fermentação, estes vinhos nunca atingem mais de 5% de grau alcoólico. O vinho fica com um nível de doçura extraordinariamente alto. Os sabores são muitos concentrados e estes vinhos extremadamente raros podem ser envelhecidos por um século ou mais.
Para os vinhos Aszú existe um sistema de rotulagem que se baseia na quantidade das uvas doces que se maceram no vinho base. A unidade utilizada para expressar o nível de doçura é o Puttony. Tradicionalmente, a escala ia de 3 Puttonyos (o menos doce) a 6 Puttonyos (o mais doce). No entanto, a partir da safra de 2013 este sistema foi alterado. Os níveis 3 e 4 Puttonyos foram abolidos da escala, e portanto agora os vinhos devem ter sempre uma doçura de 5 Puttonyos ou mais.
O período mínimo de envelhecimento em madeira foi reduzido. Também se produzem outros estilos de vinhos doces em Tokaji. Estes vinhos são geralmente descritos como vinhos de colheita tardia (em inglês, Late Harvest). Estes vinhos nem sempre são elaborados a partir de uvas afetadas pela podridão nobre. São vinificados de forma mais convencional em que todas as uvas são esmagadas, prensadas e fermentadas. São tipicamente menos doces que os vinhos Aszú e também são envelhecidos por menos tempo antes de seguirem para o mercado.
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Fonte - Eno Cultura