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Série: Problemas nas Vinhas [ FUNGOS ]
13 de setembro de 2018

Série: Problemas nas Vinhas [ FUNGOS ]

Conteúdo Técnico

Os fungos são quase sempre associados à podridão, pois geralmente causam a degeneração da uva, das folhas ou do tronco da videira. Os fungos que podem trazer mais problemas ao viticultor são o oídio e o míldio, mas podemos destacar também o botrytis (embora este possa ser benéfico em certas condições) e os fungos que causam doenças de tronco.
O oídio surpreendentemente se desenvolve em condições não tão úmidas e mais quentes (entre 21 e 30 graus Celsius), sendo um problema maior em regiões com clima mediterrâneo onde as chuvas são mais raras durante a primavera e verão. Este fungo não mata a videira, mas compromete sua saúde e a qualidade das uvas, sobretudo quando se desenvolve nas fases iniciais do ciclo das vinhas (floração e começo dos frutos). O tratamento tradicional, com aplicação de pó de enxofre, tem sido cada vez menos usado devido aos problemas que podem causar à saúde de quem o manuseia e aos resíduos que podem aparecer no vinho. Uma maior ventilação e aplicações sucessivas de essências fungicidas baseadas em óleo têm sido as melhores soluções. E como os fungos também podem sofrer mutação, o aparecimento de novas formas mais agressivas tem exigido um tratamento ainda mais frequente em algumas partes do mundo.
O míldio, por sua vez, desenvolve-se de forma mais tradicional, em condições mais úmidas e frias, como na costa leste dos EUA e em Champagne. Este fungo é bem mais nocivo, e em um curto período de tempo pode destruir todos os tecidos de uma vinha, começando pelas folhas. O tratamento usual é baseado em combinações de sulfato de cobre e óxido de cálcio, sendo que produtores biodinâmicos devem se restringir a sprays naturais com elementos de cobre, e em quantidade limitada.
O fungo botrytis é muito conhecido pelo seu lado “nobre”, que ocorre quando ele afeta as uvas apropriadas (como Riesling, Sauvignon Blanc ou Sémillon) na época apropriada (no final do ciclo), causando uma concentração de açúcares e sabores peculiares e muito apreciados no vinho final. No entanto, se afetar as uvas no começo da estação pode levar à devastadora podridão azeda e, no caso de infecção de uvas tintas, o resultado é quase sempre muito negativo (o problema mais encontrado nesse caso é uma doença que causa o desmembramento das cascas das uvas). Os tratamentos incluem boa ventilação e distribuição das frutas, irrigação moderada, aplicações fitossanitárias à base de cobre e preparações com cítricos e extratos de chás.
Por fim, existem várias “doenças de tronco” causadas for fungos. Embora apareçam de formas diferentes na vinha, geralmente estas doenças atuam interrompendo o fluxo de seiva, comprometendo lentamente o tronco e, se não tratadas, matando as vinhas. O principal tratamento para estas doenças é a retirada das “feridas” nos troncos, de preferência quando o vinhedo está em condições secas, pois os esporos dos fungos tendem a se propagar na chuva. É comum que se proceda à pintura destes locais das feridas com composições que podem conter argila, óleos, soro de leite e/ou adubos. A susceptibilidade às doenças de tronco varia de acordo com as variedades: por exemplo, Zinfandel e Carignan são muito resistentes a estas doenças, enquanto variedades como a Sauvignon Blanc são mais expostas, pois suas vinhas muito vigorosas levam à necessidade de mais poda, aumentando o risco do ataque de fungos. Por este motivo, a mudança do sistema de poda das vinhas de mais madeira permanente (cordão) para menos madeira permanente (canas) também pode auxiliar no combate às doenças de tronco.
Uma grande barreira ao controle dos fungos, sobretudo para produtores que procuram utilizar métodos mais naturais e menos agressivos ao meio ambiente, é que nem sempre o tratamento é feito de forma conjunta com produtores vizinhos. Tratamentos isolados podem ser muito ineficazes, principalmente em regiões com vinhedos pequenos e com pouca separação dos vinhedos de outros produtores. Esta dificuldade também está presente no combate a vírus e bactérias nas vinhas, que serão assuntos de nossos próximos posts.

Fontes: Embrapa; FWS; GuildSomm.com, “Major Maladies of the Vine”, by Kelli White

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