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Série: Problemas nas Vinhas [ VÍRUS ]
18 de setembro de 2018

Série: Problemas nas Vinhas [ VÍRUS ]

Conteúdo Técnico

Os vírus também são muito presentes nos vinhedos mas, como raramente matam as vinhas, há uma menor pressão por pesquisa em torno do assunto. Alguns produtores até enxergam alguns vírus como ferramentas para evitar o superamadurecimento de uvas, e outros vão ao extremo de considerar os vírus – e as características que eles imprimem aos vinhos – como parte de seus “terroirs”. Entretanto, eles podem de fato trazer consequências negativas para as uvas, e alguns avanços recentes têm ocorrido em direção à identificação e controle de vírus nos vinhedos.

O “vírus do enrolamento das folhas” (GLRaV), um dos mais conhecidos, é transmitido através de materiais não esterilizados ou por meio de um inseto específico. Os materiais não esterilizados são um problema tanto durante a poda das vinhas como, principalmente, nos viveiros onde são cultivadas as vinhas novas que serão plantadas. Como o próprio nome diz, este vírus causa um enrolamento das folhas, que também adquirem tons avermelhados. Os rendimentos não são afetados, mas ele causa uma limitação ao amadurecimento das uvas. As formas mais comuns de combater este e outros vírus, de forma geral, são a esterilização de materiais nos viveiros e a eliminação dos vetores (organismos transmissores).

Já o “vírus da mancha vermelha” (GRBaV), também transmitido por um inseto, foi descoberto mais recentemente, apenas há uma década. Embora neste caso as folhas não se enrolem, há também uma vermelhidão e o amadurecimento é dificultado. Este vírus, porém, é mais pernicioso porque pode afetar o sabor da uva. Há evidências de que ele afeta mais fortemente variedades tintas, tanto do ponto de vista de amadurecimento como sabores. Portanto, além dos meios tradicionais de se combater os vírus, alguns viticultores favorecem o crescimento de uvas brancas em áreas onde há uma maior probabilidade de desenvolvimento deste vírus.

Um outro vírus bastante conhecido é o da degenerescência da videira (GFLV). Neste caso, o surgimento dos frutos e a própria videira ficam comprometidos: as folhas das vinhas afetadas não produzem clorofila suficiente para, a partir da fotossíntese, gerar carboidratos (este fenômeno é chamado de clorose). Este vírus é transmitido por nematoides (ver o post desta mesma série sobre pragas: http://ucanr.edu/blogs/blogcore/postdetail.cfm?postnum=20230).

Como já foi dito, a esterilização de materiais nos viveiros e o combate aos vetores são as principais formas de se combater os vírus. Uma outra forma que pode ser utilizada é a remoção de vinhas que apresentam sintomas de algumas destas doenças causadas por vírus. Entretanto, muitas vinhas infectadas são assintomáticas por anos, e a remoção de vinhas pode não resolver o problema se houver vinhas infectadas em vinhedos de produtores vizinhos. Mais uma vez, a ação conjunta de produtores se torna primordial. Por fim, pesquisas importantes têm sido feitas no sentido de desenvolver uma certificação para o controle dos vírus, através do mapeamento das principais cepas e a condução de testes para a presença destas cepas de vírus nas vinhas.

 

 

 

Fontes: Embrapa; FWS; GuildSomm.com, “Major Maladies of the Vine”, by Kelli White

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